 |
|
|
174
Talvez você não conheça um lugar chamado Mariopolis. Eu também não conhecia. Isso não é grave. É no Rio de Janeiro. Estava lá na sexta-feira (25.08) passada. Por razões pessoais preteri a carona, pois pretendia chegar mais cedo em casa. Tomei o 624, Mariopolis/Praça da Bandeira. Se você não conhece a Praça da Bandeira, isso sim é preocupante.
Tudo transcorria bem. Havíamos passado (por onde mesmo?) por quase todos os bairros da Zona Oeste sem problemas. Até que chegamos ao Jacaré (474 Jacaré/Jardim de Alah, sabe?). O piloto, repentinamente, puxa o freio de mão, desliga o motor e grita: “Aí, vou ter que parar o veículo aqui mesmo. Tá rolando um tiroteio na favela”. A ‘favela’ em questão era a do Jacarezinho e o ‘tiroteio’, uma troca de balas entre policiais e traficantes. A distância? Uns 30 metros. Bem singelo, como podem imaginar.
Acho que tinham 16 passageiros no 624. De homens, eu e um senhor. As mulheres gritavam, choravam, se jogavam para baixo de seus bancos. Algumas, louca-mas-compreensivelmente, fechavam as janelas, para evitar que as balas chegassem. Até que uma berrou: “Vamos, motorista, não importa o tiro. Eu preciso trabalhar”. Olhei fulo da vida e mandei-a calar a boca.
Os tiros continuaram rolando e vi dois policiais atingidos. Eis que, tomado pela adrenalina, cometi uma insanidade: levantei-me, estufei o peito e com meus bravos 1,69.5m disse:
- Piloto, liga essa coisa aí. Pega essa esquerda aqui e vambora.
- Meu filho, essa esquerda é contramão.
- Dane-se, cara. Você tá louco? O que é mais importante? A sua vida ou a mão do trânsito.
- Mas se entrarmos nessa rua fugirei do meu itinerário e não saberei o caminho até a Praça da Bandeira.
- Isso não é problema, patrão. Eu sou jornalista, e se algo acontecer a você eu lhe apóio, fique tranqüilo. E eu sei chegar até a Praça da Bandeira.
Foi a primeira vez que a minha profissão me valeu de alguma coisa. Evidente que menti quando disse que conhecia o trajeto. Mesmo assim fui apoiado. Gritaram ‘vamos, vambora, piloto’. Ele ligou a máquina, colocou a seta e seguiu. Aos poucos não ouvíamos mais os tiros. Por causa da minha coragem, o outro homem do 624 segurou o meu braço e falou para todos escutarem:
- Você é o nosso guia. Você é o nosso guia. Eu lhe ofereço a palavra de D’s em troca das nossas vidas.
“A palavra de D’s” era uma bíblia. Senti-me constrangido, evidentemente por causa da minha religião, e não pude aceitar o presente – ainda por cima era no Shabat, pô. Igualando-me a ele, agradeci e afirmei que o único responsável pela nossa salvação fora o Todo Poderoso. Ele aplaudiu, gritou vivas e seguimos até a Praça da Bandeira.
Lá chegando, depois de absurdas três horas e meia no 624, percebi que estava mais suado que um jogador do Fluminense depois de uma derrota. Minha camisa estava completamente encharcada. Compreendi o que passa na cabeça de uma pessoa em uma situação dessas – muito medo, apreensão, agonia e pânico. Mas estava feliz. Feliz por ter sobrevivido. A que ponto chegamos...
Escrito por Fábio Balassiano às 19h05
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Um baião com Renato
O sábado tinha tudo para ser esquecível. Foram apenas 45 minutos de sono, o sol já raiava quando acordei às sete da matina e perderia, mais uma vez, a partida no Maracanã – mais uma derrota, e agradeço por não ter ido. Em relação ao primeiro ponto eu estava calejado. A experiência salmantina me credenciava a não sentir cansaço, e foi assim que o dia foi passando, medíocre, triste, até a hora do almoço.
Em um restaurante de beira de estrada tudo mudou. Desses que servem cachaça do alambique na entrada – correto, eu não bebi. O cardápio era convidativo: carne de sol, carne seca com aipim, rabada, comidinhas para lá de espetaculares. Nosso guia gastronômico sugeriu baião de dois – com o qual eu concordei, mesmo sem saber o que seria, no ato.
Perguntei, ouvi e salivei: arroz, feijão fradinho, carne seca, carne de sol, lingüiça calabresa, ovo, queijo e salsinha (esqueci de algum ingrediente?). “Meu deus”, disse. Eis que, justamente quando o panelão chegava à mesa, o som foi ligado. “Renato Russo, que legal”, pensei.
Não me perguntem o porquê, mas o seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, foi o assunto da refeição. Já tinha conhecimento de alguns fatos. Fui aluno de Cid Benjamin, vi e li ‘O que é isso companheiro’ e assisti a inúmeras entrevistas do Fernando Gabeira a respeito do tema. De alguns detalhes, por exemplo, eu ainda não sabia. Fiquei, como diria um amigo meu, como uma criança em uma loja de balas. Bobo, atônito e feliz, bem feliz.
Depois da quarta cruzada de garfos e da vigésima canção do Legião, verifiquei que o dia, esquecível e até certo ponto desprezível, fora excepcional. Na hora me peguei pensando: “Porra, há oito anos eu odiava política, achava Renato Russo um artista comum e não conhecia a culinária nordestina”. Incrível como o tempo passa e a gente muda. Se alguém já disse que são dos pequenos momentos que jamais nos esqueceremos, este foi um deles. Simples, apetitoso, revelador e engraçado. Como a vida deveria ser, sempre.
Escrito por Fábio Balassiano às 10h12
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Eles
Em recente entrevista ao jornal O Globo, Domingos Oliveira disse (se é que o repórter conseguiu captar o que o inaudível teatrólogo afirmara): “O cinema argentino está dando um banho no nosso”. Fiquei intrigado. Para quem se acostumou a ouvir as célebres frases “o cinema brasileiro está de volta”, “o cinema da retomada”, entre outras, bateu uma ponta de dúvida. Por isso resolvi pagar pra ver.
‘Lugares Comuns’ foi o primeiro. Professor universitário, o quase sexagenário Fernando Robles (Federico Luppi, em atuação magnífica) é despedido por causa de uma nova lei do governo argentino – um menino de vinte e poucos anos, recebendo dez vezes menos, é contratado para o seu lugar. Desamparado, sem dinheiro, com o filho sendo o seu oposto (assim como acontece no excepcional ‘Invasões Bárbaras’), Robles muda de vida: passa a viver em uma fazenda com sua mulher uma vida completamente diferente da que tinha na agitada Buenos Aires. Familiar, não? O filme, porém, está longe do lugar-comum. Os diálogos, a sensibilidade do direto e os fatos cada vez mais atuais fazem de ‘Lugares Comuns’ um filmaço.
Acabo de assistir a ‘O que você faria’ (‘El método’, no original). Minha segunda vez no Armazém Digital. Tirando o calor, a sala é agradável, perto de casa e com as meninas magnatas do Leblon pertinho, pertinho. A produção é espanhola, mas o diretor (o mesmo do também ótimo ‘Kamchatka’) é argentino. O filme trata da busca por um emprego, e talvez por isso tenha me tocado mais do que deveria. Um filme te chama a atenção pelo momento em que você o assiste. Cidadãos de meia idade passam por uma série de humilhações para conseguir o cargo de executivo de uma multinacional de Madrid. Do lado de fora da empresa, como pano de fundo, um protesto contra o FMI e o Bando Mundial. Para quem passa pela série de exigências absurdas das empresas, é uma ótima pedida. Aliás, a trilha sonora também chama a atenção: é brasileira, de Tom Jobim a Caetano Veloso.
O orçamento dos dois? Não passou de quatro milhões de reais. O recém lançado ‘Zuzu’, de qualidade duvidosa, custou R$ 6,5 milhões –parte do montante é dinheiro público. Domingos Oliveira deve ter razão. Analisar a parte pelo todo é equivocado, mas, ao contrário dos filmes brasileiros, os argentinos são mais profundos, sensatos e com muito mais conteúdo.
Escrito por Fábio Balassiano às 21h28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O Outro lado do Rio
Estou confuso para escrever este texto, mas vou tentar.
Por motivos profissionais, estou conhecendo realmente o meu estado. Os bairros que, abstratamente, antes eu só ouvia nas letras de Funk agora são concretos. Aquilo que eu só via na televisão e escutava em relatos de conhecidos virou realidade. E choca, choca muito. Jardim Catarina, Ricardo de Albuquerque, Austin, por aí vai. Um bairro com nome mais diferente que o outro, mas todos com uma semelhança: a falta de condição humana dos seus respectivos moradores.
Poderia dizer que me espantei quando li uma placa com os dizeres “Casa em obra, por favor não encista”, mas estaria mentindo. Erros de português não são exclusividade das classes menos favorecidas. Neste Blog mesmo deve haver uma centena (meus amigos Henry e Guilherme, meus revisores favoritos, estão viajando e trabalhando demais, respectivamente). Fiquei realmente com nó na garganta quando, em meu primeiro dia de trabalho, fui ao encontro de um senhor que esquentava o “almoço” em uma pequena panela. Nela, sem exagero, havia água, muita água, e seis ou sete caroços de feijão. Pensei em tirar uma foto para comprovar, mas não achei justo com a pessoa, e nem comigo mesmo. Doeu.
Poderia citar inúmeros exemplos, como o de uma mulher que não possuía um dente sequer em sua boca, o de um rapaz de 24, 25 anos que está desempregado há seis (meu Deus, que medo!) e o de uma doméstica que sustenta o lar com anormais R$ 80,00. A lista é infinita. Ingenuamente fico me perguntando como alguns políticos, vendo e conhecendo de perto a situação, conseguem agir de má fé.
O mais estranho nisso tudo é que grande parte dos cidadãos com quem conversei é extremamente alegre, com sorriso no rosto. Pergunto-me como pessoas que vivem abaixo da linha da dignidade conseguem sorrir. Questiono-me também se não reclamamos demais quando temos muito mais do que deveríamos.
Talvez por estar muito preso ao circuito Zona Sul-Tijuca-Barra esta realidade me estarreça. Pode ser, não descarto a possibilidade. Mas, independente da minha ignorância geográfica, faz mal demais ver isso e saber que o futuro destas pessoas será sombrio, ou inexistirá. Não foram poucas as vezes que cheguei em casa, tirei a roupa e não consegui tocar na comida, tão assustado que estava. Agora você imagina: eles ainda não foram apresentados a estas três palavrinhas que eu usei, ‘casa’, ‘roupa’ e ‘comida’.
Escrito por Fábio Balassiano às 23h22
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A doença falou mais alto
Não sei explicar realmente o motivo, mas voltei a escrever sobre basquete. Quem quiser dar uma conferida nestes textos também, é só clicar no www.draftbrasil.net . Loucura tem limite, sem dúvida. Vamos ver até onde irá a minha.
Escrito por Fábio Balassiano às 15h20
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
As fotos não falam
Depois de muito tempo, organizei as fotos da viagem. Tirando o fato de que deu uma vontade anormal de sair do país de novo, a insistência da minha mãe e do André valeu a pena. Eram mais de duas mil, e foram selecionadas, com muita dificuldade, umas trezentas para o álbum. O engraçado (e para mim surpreendente) foi notar que a cidade com menos foto é Salamanca. Não tinha essa noção. Pra se ter uma idéia, a proporção Barcelona-Salamanca é quatro pra um.
E foi aí que comecei a pensar: “Pô, eu fico dois meses no lugar e quase não tenho fotografias. Com quatro dias, Barça domina meu computador”. Lógico que há exagero. Possuo cerca de duzentas de Salamanca – algumas delas roubadas do lambe-lambe virtual da Talita. O que não é pouco. Mas o que me intrigou foi constatar que na seção de imagens desta máquina tampouco há fotos do Rio de Janeiro.
Talvez a diferença esteja entre viver e visitar. Eu morei em Salamanca, assim como habito o Rio, e não senti (sinto) necessidade de emoldurar tudo aquilo que passava (passo). Guardadas as proporções, me senti muito bem por lá, fazendo os programas típicos espanhóis. Comer a tortilla, relaxar na Plaza Mayor, voltar às cinco da manhã pra estudar às oito, xingar o Ronaldo de gordo, olhar indecentemente o decote mais atrevido, tudo isso eu fiz. Mas não registrei.
“Um local não precisa tirar fotos”, pensei. Um erro, sem dúvida. Apesar de andar sempre com a máquina, alguns dias guardo apenas no (como diz a Marisa Monte) meu universo particular. O ruim é que a memória falha, as lembranças salmantinas começam a se embaralhar e o meu disco rígido está pra lá de ultrapassado faz tempo.
Por isso decidi. A partir de agora sairei com a digital fotografando todos os cantos do Rio de Janeiro. Maracanã, o pôr-do-sol na praia, o Arpoador, Jardim Botânico, tudo. Imagens de Salamanca serão mais difíceis. Separado por um mar e alguns mil euros, voltar à cidade que me deu tantas alegrias requer tempo, trabalho e grana, muita grana. Mas vou providenciar isso também.
Escrito por Fábio Balassiano às 13h21
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Minha noite com Marisa
Marisa Monte não se apresentava havia quase quatro anos. Marisa Monte não lançava um CD (solo) havia quase três anos. O tempo, exatamente, eu não sei, e as frases são da minha mãe. O fato, realmente, é que o show (‘Universo Particular’) que fui assistir neste domingo é excepcional. As desculpas típicas dos medíocres, “falta de ritmo” e “começo de temporada”, não colam com os grandes da música, e Marisa Monte (que timbre, meu deus, que timbre de voz...) está entre eles.
Diferentemente da minha mãe, que é talvez a maior especialista na cantora depois do Nelson Motta, foi a primeira vez que vi Marisa ao vivo. O espetáculo, límpido, sem atropelos, encanta porque é simples. A (ótima) direção fica com Cláudio Torres – se não for homônimo, é o mesmo do filme ‘Redentor’. O começo no escuro ao som de ‘Infinito Particular’ (espero não ser traído pela memória) emociona. A organização da banda, quase hermética, é estranha, mas original. E sob um trilho, o cenário caminha no ritmo das canções de Marisa. O que menos chama a atenção, contudo, é o palco produzido por Torres, sem desmerecer seu trabalho.
Na minha opinião o destaque da banda de Marisa Monte é o cavaquinista Mauro Diniz, extraordinário compositor de sambas-enredo da Portela (quase sempre ao lado de Monarco) e de algumas obras-primas da música brasileira. Diniz foi o responsável pelos arranjos no CD de samba de Marisa (‘Universo ao meu redor’) mas sua atuação pode ser ainda mais medida no show. Sem os ajustes finos do estúdio, a melodia imposta pelo cavaquinho do portelense ressoa alto, soa bonito e mostra que o samba, como disse a própria Marisa, ainda não morreu. Sucessos “tribalísticos” (Carnavalia foi a segunda), grandes canções de antigamente, da época em que era obrigado a ouvir Marisa no toca-fita do carro, empolgaram muito a quem gosta da boa música.
Aliás, Marisa Monte tem, dentre várias, uma qualidade essencial: não bate papo durante a apresentação. Não dá aquelas tiradas politiqueiras, mesmo às vésperas das eleições, nem faz jogo bobo com a platéia. Ela é sensacional porque é talentosa, não porque é simpática. Canta muito e ponto.
Marisa Monte em alguns momentos esteve esbaforida. Minha mãe disse que é normal (“sempre foi assim, Fabinho...”), mas não confio nela. Pareceu-me cansada, e pronto. Mas dane-se. O que importa é que enquanto meu time tomava um sacode em Campinas, estava vendo a sensacional apresentação de uma das maiores cantoras da música brasileira.
Escrito por Fábio Balassiano às 18h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Blog refeito. Divirtam-se. E se não se divertirem, fiquem tranquilos: passei a gostar disso...
Escrito por Fábio Balassiano às 04h58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A minha auto-ajuda
Dois mil e cinco foi um ótimo ano para mim. Conheci o Nordeste (Olinda), onde até desfilei em um bloco, com direito a foto no jornal do dia seguinte. No mesmo carnaval ainda vi o sábado das campeãs na Sapucaí (minha escola estava lá!); Vi meu time ser campeão aos 48 minutos do segundo-tempo. Completei dois anos de convivência com uma pessoa que parecia ser maravilhosa. Aproximei-me ainda mais das minhas três famílias. Estagiei em uma grande empresa e acho que fiz um bom trabalho e amigos eternos. E fechei meu ciclo universitário realizando um sonho: minha monografia (assim como a do espanhol Alejandro Amenábar – não podia deixar a comparação de fora) foi um filme, meu primeiro documentário. Com humildade, me orgulhei e achei que estava no caminho certo, pessoal e profissionalmente.
O reveillon, porém, trouxe novidades que me sacudiram. Não fui efetivado, passaria o carnaval sem minha companheira, houve problemas de saúde com entes queridos e, por fim, fui surpreendido por uma atitude deplorável de quem eu menos esperava. Fiquei sem emprego, namorada, com medo pela minha família, sem chão. Janeiro de 2006 e dezembro de 1999 são meses inesquecíveis negativamente.
Vi-me sem perspectivas na carreira, na vida e no amor. Até mesmo a possibilidade de comentar a temporada da NBA, outro desejo meu, foi fogo de palha – um teste para meus nervos, sem dúvida alguma.
Por isso decidi sumir. Ver tudo novo. Foram 60 dias inesquecíveis, mas sobretudo de muito pensamento, reflexão e transformação. Constatei que quem me machucou não merecia o carinho que eu ainda teimava em dar. Descobri que o primeiro, nem sempre é o último amor. Verifiquei que outras grandes companhias existem. Enfim, tirando os aspectos familiares (já resolvidos), os outros eu trataria de modificar ao meu modo.
Amigos dizem que eu voltei outra pessoa da viagem. Não creio que seja um novo Fábio. Continuo o mesmo inconformado, crítico, perfeccionista, viciado em chocolate, tarado por coca-cola, etc. Mas mudei, sim, em alguns aspectos. Além dos clichês ‘responsabilidade’, ‘cultura’, ‘vivência’, ‘maturidade’ e ‘estilos novos de cantada’, me tornei mais accessível a tudo e todos: passei a ouvir ritmos musicais outrora impensados (Hip-Hop, por exemplo), fui ao cinema para ver filmes de “bilheteria”, troquei os programas de terceira-idade pelas ”nights” cariocas de sexta e sábado, entre outras coisas.
Pode ser que seja fase, mas, além de rejuvenescido e menos pressionado, me sinto muito bem agora, mais calmo, forte, divertido para mim e para meus amigos (sem o talento habitual, é verdade), decidido e motivado. E, como diz meu amigo Klaus, não duvido mais de mim mesmo.
Parece auto-ajuda, mas dane-se. Encontrei um emprego, voltei ao curso de espanhol, comecei um MBA e voltei a fazer programas noturnos espetaculares que estavam esquecidos. Sem me lamentar, a única coisa que ainda não consegui foi apaixonar-se novamente e, portanto, começar uma nova relação. Mas, pensando bem, solteiro eu resolvo dois problemas: evito as horas ao telefone e as contas derivadas destas ligações...
Escrito por Fábio Balassiano às 04h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |