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Eu sei
Chega a ser engraçado. Por volta desta época, me transformo. Fico empolgado, começo a prever situações, faço contas, me enfarto de participar de "bolões". São os playoffs da NBA. Meu time será eliminado em quatro ou cinco jogos, e ficarei triste, bem triste. Mas o fato é que, como a menstruação das mulheres, meu organismo muda.
Ano passado, mesmo na Espanha, foi o mesmo. Vi o sexto jogo do Lakers contra o mesmo Phoenix que iremos enfrentar nesta temporada até às 7 da manhã no Isirh Roved, e segui direto pra aula. Não será diferente agora, principalmente com o "Piratão" disponível.
Deve ser algo juvenil, alguma coisa ainda não descoberta pela ciência a respeito do meu inconsciente. Mas que é bom me sentir assim, elétrico e ansioso ao mesmo tempo, isso é. Q ue venham os playoffs. E se eles puderem me trazer uma "vitoriazinha", eu agradeço.
Escrito por Fábio Balassiano às 10h30
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De novo ele, o 157
Ando cansado, bem cansado. Faltei as duas últimas aulas do espanhol para dormir. Não fez efeito. Deve ser a idade.
Eis que hoje tomo o já íntimo 157. Não há surpresa em um ônibus que tomo há quase seis anos. Dei um ‘bom dia’ pro trocador tricolor, avistei um banco e me esparramei. Mas puxei meus olhos para o lado direito antes de fechá-los. Juro, foi menos de um segundo. Que rosto.
Cabelo castanho-claro-liso, olhos claros, rosto fino, beleza clássica, arrumadinha-pro-trabalho (sapato preto de bico fino) e lábios carnudos. Que lábios. Fazia tempo que não ficava tão próximo de lábios como aqueles. Despertei. Olhei-a sem parar, sem medo, sem medo de receber um toco em forma de olhar cruzado. Simplesmente perfeita.
Poderia tentar um approach (papelzinho com telefone, frase de efeito, msn e orkut). Já fiz isso, deu certo. Achei melhor não. Deve ter namorado, a sorte não anda lá estas coisas comigo e, principalmente, jamais me imaginei beijando lábios como aqueles.
Não sei se era meu sono. Não sei se isso existiu, de fato. Não sei se foi mais uma paixão repentina do 157. Sei, isso sim, que eu conseguiria descrever a minha agitação das 9:25 às 9:47, o tempo em que permaneci no busão. E sei, também, que conseguiria desenhar, agora, o rosto, as curvas, a roupa da menina. E, evidentemente, sei que não devo sonhar com outra coisa esta noite que não com aqueles lábios.
Escrito por Fábio Balassiano às 10h58
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Lugar (In)Comum
Fazia tempo que não me divertia tanto. A noite, que parecia o fracasso retumbante com o "embargo" inicial, foi sensacional. Não, não teve nada demais, mas o simples fato de fugir dos clichês valeu a pena.
Barrigas (a minha e a do Theo) vazias, aí já viu. Uma cerveja, duas cervejas, merda na certa. Ligamos pro Salda, falamos bobagem, muita bobagem. O Theo disse que uma Pajero amarela parecia um táxi. Eu, para roubarmos um pão de queijo na Rio-Lisboa que nem o Sobel fez com as gravatas em Miami. Isso foi apenas um exemplo de cada. Imaginem durante toda a noite... Até o Klaus ligou. Não me lembro muito bem o que disse, mas lembro de como disse. Berramos na Artigas, falamos bem alto. E só caca...
Valeu a pena. Dá pra perceber que não teve nada de excepcional (até porque, a Melt, pra variar, estava caída demais), mas, como diria e multishônica Didi, "joguem fora os lugares-comuns". Não posso garantir, mas pra mim foi bem divertido.
Escrito por Fábio Balassiano às 14h19
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