Um pouco sobre nada, por Fábio Balassiano


Minha nada mole vida

Dentre as categorias necessárias para uma menina se candidatar ao posto de minha namorada (cargo, eu diria, que de tão disputado, mas tão disputado, tornou-se um cargo sem trono há séculos) algumas são obrigatórias: inteligência, sotaque e paciência, muita paciência comigo. Esse, ao meu ver, é o ponto chave, aquele em que as candidatas mais encontram dificuldades, pois (eu reconheço) ninguém nasceu tão Dalai Lama assim.

Mas, o engraçado é isso, quando eu acho que encontro a pessoa certa (mais inteligente que eu esperava, mais simpática do que eu poderia imaginar e mais bonita do que toda a beleza gaúcha pode descrever), ouço o que todo homem jamais quer ouvir: "estou saindo com um menino há tempos, mas você é muito legal". Ora, céus, da próxima vez me apareça com alguém com todas as credenciais (inclusive a do sotaque), mas com certificado de solteirice também...

Viu? Nada é tão ruim que não possa piorar...



Escrito por Fábio Balassiano às 23h24
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Não, Lula!

O presidente Lula deu extensa entrevista ao "O Globo" no domingo passado. Entre um e outro número, soltou algo parecido com isso: "Precisamos melhorar a educação, e por isso precisamos gastar mais". Não, cara! Não é isso, presidente. O mal de qualquer país que começa a crescer é isso. Pensar que para melhorar é preciso gastar. Nem sempre é.

O Brasil precisa é de uma reforma educacional, e não sei exatamente se é preciso contratar mais mestres. É preciso, sim, ensiná-los a ensinar, a mostrar que um outro tipo de educação, mais criativa, calcada em mais valores e em menos tecnicismos, é possível. Lula não deve ter idéia disso, e é por isso que um Ministro da Educação como um Cristovam Buarque faz uma falta dos infernos...



Escrito por Fábio Balassiano às 23h08
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Contra a regularidade

O São Paulo acaba de ser campeão brasileiro e os críticos dizem que é justo por conta de sua regularidade. É verdade. O SP é um time regular, médio, que faz o básico. Não encanta a ninguém, nem ao seu próprio torcedor. Nada mais normal para a sociedade atual. Não é só o futebol que se contentou em fazer pactos com a mediocridade, mas os meios profissionais e pessoais também.

São inúmeros os casos de relacionamentos que se sustentam apenas por aparências e medos de uma suposta solidão, e incontáveis casos de empresas que crescem porque o ambiente e o cenário são favoráveis mesmo fazendo tudo ao contrário do que se haviam proposto.

O ideal é não se contentar com isso, buscar novas formas de agir, fazer e ver as situações. Nem sempre se consegue, nem sempre é assim que você será bem visto. Corre o risco de você ser taxado de insano, sonhador, um maluco bom demais pra ser verdade. Viver de frustrações é apenas o começo de uma estrada que parece não ter fim. Sair dela sem andar na contramão é a questão.



Escrito por Fábio Balassiano às 17h29
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D2 na Puc

Ontem teve apresentação do Marcelo D2 na Puc. Isso é sério. Apesar de não gostar, o respeito pelo que ele, ao menos, tentou fazer com suas misturas musicais. O que não consigo entender é como uma faculdade gasta dinheiro (quanto custa um show desse cara?) com um show em seu ginásio.

E isso é o de menos. D2 é conhecido por ser usuário e incentivador do uso de drogas (o que também não vou discutir). Para uma instituição em que grande parte de seus clientes é formada por jovens (em sua maioria com poucos neurônios, muita grana e pouca consciência), isso é irresponsabilidade. Quem esteve lá (havia gente de fora da PUC inclusive) garante que o cheiro dos perfumes das patricinhas foi substituído pelo de maconha.

Drogas existem e existirão em qualquer faculdade - e não só ali. Mas no momento pós-Tropa de Elite, em que a sociedade discute o tráfico de drogas e a parceria entre sociedade e traficantes, não pega bem para uma instituição de ensino (eu disse ensino, educação, pô!) trazer um cara com os ideais de Marcelo D2.

Parece que o pessoal de lá não viu o tal filme do Padilha, cujas cenas de compras de drogas foram filmadas... nas "casinhas" da PUC.   



Escrito por Fábio Balassiano às 12h08
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LH

Do nada bate umas loucuras, né? Tava no orkut olhando fotos de uma bela morena e em sua seção de vídeos me deparei com um, sensacional, do Los Hermanos. Um clipe, que ainda não tinha visto, de "Morena", pra mim uma das mais bonitas músicas deles. Acho que já ouvi umas 8 vezes a música nestes últimos 45 minutos...

Pode parecer bizarro que sinta falta de uma banda que existiu por menos de dez anos, e que "faleceu" há menos de um. Mas, sinceramente, não consigo gostar muito de nada atualmente, seja esporte, pessoas, grupos musicais ou mulheres. Talvez seja por isso que Los Hermanos faça falta. Uma paixão a cada música às vezes é bom... 

Morena do orkut, obrigado!



Escrito por Fábio Balassiano às 22h13
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Jogo de Cena

Eduardo Coutinho não possui o crédito que merece do cinema brasileiro. Pudera. Documentário, seu gênero, não é dos mais queridos do grande público. Poderia dizer que hoje esta história teria começado a mudar, pois o cinema estava razoavelmente cheio para as 15hs de domingo. Estaria mentindo, pois a inclusão de senhoras na sala 2 do Ipanema se devia, sem dúvida, à lotação do "Meu Melhor amigo" logo ao lado - algumas, inclusive, me perguntaram quem era esse tal de Coutinho.

Mas isso não tira o mérito de Coutinho em seu absurdamente excelente "Jogo de Cena". Atrizes conhecidas e desconhecidas se misturam a anônimas e contam suas histórias, até o momento em que não se sabe quando é encenação ou verdade, se bem que não falta veracidade ali. O filme é de uma sensiblidade incrível, misturando risos e quase choros na medida certa.

Coutinho fez algo tão diferente de tudo que já havia sido feito que não sei se seu filme pode ser classificado de documentário. Talvez seja essa uma boa hora de o cinema brasileiro ali de cima lhe arrumar um lugar entre os craques. 



Escrito por Fábio Balassiano às 19h55
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Domingo...

...não vou ao Maracanã torcer pelo Fluminense que sou fã. Mas, sério, espero por este 11 de novembro ansiosamente. Nada de especial no calendário. Apenas que já terei cruzado a primeira importante etapa deste 2007 e espero ter adiantado bastante o caminho para a segunda. Darei a mim mesmo um dia de descanso.

Já está tudo programado. Acordo (tarde), tomo um excelente café (Bonno de chocolate?), finjo que corro uns 154m na praia (desculpa para ver meninas com pouca roupa), dou um mergulho breve (mesmo motivo do parêntesis anterior), vejo uns 4 jogos na televisão (Barcelona, de preferência) e vou ao cinema (desculpa para ver meninas com muita roupa, mas talvez com algum nuerônio).

Tomara que depois de muito tempo tenha um dia para não me preocupar e pensar com nada. Já faz tempo, mas ainda me lembro de seu sabor. É de mate de latão... 



Escrito por Fábio Balassiano às 12h35
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Não é o fim do caos

A BRA, uma das quatro companhias aéreas brasileiras, fechou as portas ontem. Mandou 1.100 funcionários pra rua (fala-se em dívida de 200 milhões, mas também há uma pendenga com a Embraer, de quem a finada empresa havia comprado nova frota de aviões por cerca de 720 milhões...), e ajudou a alongar uma crise sem fim no país. Um fato chama a atenção: o insosso Armínio Fraga fez, há menos de seis meses, um aporte financeiro na falida instituição através de sua sua Gávea Intestimentos de alguns milhões de dólares. Que fase, Armínio...

Agora restam três companhias por aqui. A reação de qualquer governo sensato seria, no mínimo, fazer crescer a Ocean Air (apelidada, como a Bra, de "minúscula"), para que o sistema aéreo nacional não ficasse tão sobrecarregado em Tam e Gol. Mas, afinal, o que pensam os amigos de Lula?

Não pensa. Até às 18hs de ontem, nada havia sido sequer debatido sobre a notícia que sacudia o país desde às 16hs... Genial, hein...



Escrito por Fábio Balassiano às 10h37
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Ainda pulsa

Nunca acreditei que fosse precisar de férias. Sempre acreditei que pudesse aguentar tranquilamente o tranco. Na verdade, desde que comecei tive pouco tempo de "limbo". Três meses forçados e dez míseros dias entre meus dois anos de estágio. Confesso que fiquei de saco cheio por ficar "de bobeira". Mas dessa vez é diferente.

Possuo uma pilha de 10 livros para começar, uma lista de 15 filmes para assistir e uma série de atividades que pretendo começar/terminar. Talvez por causa de um outro limbo, talvez por causa da idade (que já começa a pesar), talvez por querer parar o tempo - por medo de estar plantando muita coisa e não estar colhendo quase nada -, a situação seja outra.

A parada é que estou cansado. Mas não é exatamente um cansaço físico. O esgotamento é outro.



Escrito por Fábio Balassiano às 14h26
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