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Balanço
Odeio esses balanços de final de ano. Não sei quem inventou isso, e nem por quê. O mundo é reducionista demais. A culpa do tráfico? Dos fumadores de maconha (não vou começar esta discussão aqui). A culpa do problema do clima? Os EUA não assinam Kyoto. Não existe uma só razão para o fracasso. Não existe fórmula pronta pro sucesso. Não serei eu, aqui e em outro lugar, que farei uma retrospectiva bizarra do meu ano. Não é pra ser assim, não será comigo.
Não é raiva, mas não posso cair nessa bobagem. Sempre tentei ver todos os ângulos, relacionar diversos fatos, rechear os pensamentos. Não dá pra botar uma musiquinha do plantão da Globo e ficar pensando "olha, em janeiro... olha, em fevereiro". Por favor, né.
Se bem que acho que fiz isso ano passado, aqui mesmo neste blog. Viu? Contradição faz parte, mas não aparece em anuários...
Escrito por Fábio Balassiano às 23h57
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Imponderável
Este não é um blog de basquete, mas esta história é incrível. Quem quiser ler, passa lá:
http://rebote.blogspot.com/2007/12/incrvel-noite-de-devin-ginty.html
Escrito por Fábio Balassiano às 23h44
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Diferenças
Acabo de falar com uma amiga francesa. Acabo de ficar chocado com a diferença, com o tamanho de sua bagagem cultural - e ela tem apenas 21 anos. Depois dos nossos "oi, tudo bem?", ela me contou de seus projetos. Vamos lá:
- Três semanas estudando em Madrid; Três semanas estudando em Santiago de Compostela; Um projeto social no Equador e na Argentina em 2008 e 2009; e um mestrado na Bélgica, pago pelo governo francês.
Como se vê, a diferença educacional é grande, e são estas coisas que fazem o moinho, que já conspira contra os países em desnvolvimento há tempos, desandar ainda mais. Ao contrário do famoso ciclo virtuoso, temos um círculo vicioso irremediável. Minha amiga, com, repito, 21 anos, terá cinco línguas antes de 2009 (francês, inglês, espanhol, alemão e italiano), uma faculdade, um mestrado, inúmeros intercâmbios e nenhuma, eu disse nenhuma, experiência profissional.
Ela me disse que isso é o de menos. O que o país quer dela, neste momento, é que ela estude, se especialize, seja a mais capaz naquilo que gosta. Eu só não entendo por quê eu nasci no Brasil...
Escrito por Fábio Balassiano às 21h33
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Combinações
Existem algumas combinações que são sucesso indiscutível de bilheteria: grená-branco-verde, manga-pepino-kani (o famoso califórnia, da culinária japonesa), mulher-bonita-pensamentos-maldosos, e por aí vai...
Eu, sinceramente, só não entendo por quê algum infeliz inventou a do queijo brie e damasco. Juro que não compreendo. O melhor queijo do mundo não merecia companhia de ninguém, nem mesmo da tão nobre fruta. O brie, ao menos pra mim, tem nobreza suficiente pra ser degustado sozinho. Além do mais, o sabor se perde no "azedume" do damasco e fica pior que o Queijo de Minas...
Mas, vem cá, por quê eu tou escrevendo disso? Deve ser por causa do Natal que eu não tenho...
Escrito por Fábio Balassiano às 01h27
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Fandangos
Houve uma época que andar de táxi era luxo. Eu me amarrava. Mas isso mudou. Hoje é lixo. Nada mais insuportável, sinceramente. Se puder, pegue metrô. Se não puder, o 157. Se não puder nem um, nem outro, vá caminhando e perca a barriga.
Não há nada pior do que você entrar em um veículo, digamos, particular e ouvir aquelas rádios que dizem que há uma "viatura na Figueiredo Magalhães para apanhar a senhora Aparecida, que está vestida com saia azul e top preto". Dá vontade de perguntar se tem decote... O barulho dos papos entre atendentes e taxistas é mais chato que a chatice.
Mas nem tudo é lamentação. Outro dia ia ao Rio Scenarium, e na tal "viatura" eu não ouvia a tal frequência de tele-atendimento. Entretanto, no rádio tocava música clássica. Nada contra, mas o momento não era propício. Pedi para trocar, queria algo mais animado. O cidadão fez minha vontade: aumentou o volume das atendentes e não satisfeito ainda pôs o CD do Emílio Santiago... Eu mereço...
Escrito por Fábio Balassiano às 01h11
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Viva o Brasil
É engraçado como o ser-humano, em especial o brasileiro, sempre se supera. Pro bem ou pro mal. Em Recife, um cidadão foi preso depois de estuprar uma pernambucana. Não seria nada anormal se esta senhora não tivesse 75 anos. De acordo com as investigações da polícia local, o animal "estava com suas faculdades mentais em perfeitas condições". Sei não, mas no meu dicionário a palavra perfeita possui outro significado.
O caso não surpreende. Na semana passada, aqui no Rio, um menino de 12 anos foi vitíma fatal de uma bala perdida quando jogava bola no Clube Federal - o tiro veio de um apartamento das redondezas. Poucos dias depois, outra "perdida" atingiu o prédio de uma senhora. Os dois casos ocorreram no Alto Leblon, provavelmente a região mais nobre da cidade e seguramente uma das mais policiadas.
Decididamente, aqui não é um país "vivível". Assaltos, estupros e mortes acontecem em outras partes, mas eu suspeito que em nenhuma praça a barbaridade e a crueldade sejam maiores que as daqui. Parabéns, Brasil!
Escrito por Fábio Balassiano às 18h33
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O canraval, o carnaval
Lá vem o Carnaval, né? Hoje chegou a mim o CD com os sambas do próximo ano. Sério, é inacreditavelmente ruim. Possuo todos desde 1997 (o meu primeiro na Sapucaí, o do título da Viradouro, o último de Joaosinho com o fabuloso "Trevas! Luz! A Explosão do Universo") e o de 2008 merece louvação: é o pior, e disparado. Quase todos os temas escolhidos pelas escolas são patrocinados. Principalmente para quem vive às voltas com uma fábula de grana proveniente sabe-se muito bem daonde, é ainda pior.
Quer ver o refrão da Beija-Flor, a campeã de 4 dos últimos 5 carnavais cariocas? "O meu valor faz brilhar; iluminar o meu estado de amor; comunidade impõe respeito; bate no peito, sou beija-flor". E o da Grande Rio? "Grande Rio, vem cantar; minha escola é o gás da Sapucaí; se a lição é preservar; meu grito verde, amazonas, Coari". Coari? Será que alguém canta isso? Por favor, né...
Escrito por Fábio Balassiano às 22h05
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Leitura dinâmica
É frustrante a sensação de sair de algo sabendo que poderia ter feito melhor. Principalmente quando esta “situação” é uma dinâmica de grupo para uma ótima empresa. Havia me preparado, concentrado, mentalizado aquilo que deveria expor. Fui bem até a metade. Depois, cometi os mesmos deslizes. Talvez nervoso, me acuei e deixei de falar o que deveria. E não há uma nova chance...
Se eu acreditasse em outras vidas, diria que fui analista de RH na passada ou serei na futura. Se eu acreditasse em sorte, eu diria que fora azar. Se eu acreditasse em destino, diria que a sorte já estava lançada.
A verdade é que acho não ser possível que algo tão superficial, fugaz e inconsistente possa medir a capacidade de aspirantes a qualquer coisa. Outra verdade é que até o presente momento desta vida o mercado é assim, e tenho que me virar.
Escrito por Fábio Balassiano às 12h29
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Sambando no frevo
Mesmo sabendo que não tem jeito, algumas coisas a gente torce pra não acabarem. O sorvete de doce de leite, a partida em que seu time faz um gol atrás do outro, a paella de sexta-feira, um bom filme, um beijo. Se dão bem os que viram a página como se a vida fora um orkut, aqueles que conseguem medir as emoções e os que a controlam (ou apagam da memória) após o não repentino e surpreso fim, mesmo que essa palavra seja descabida, porque, de fato, nunca houve um meio, mas apenas um começo de ação. Eu não consigo. Tentei, fiz força, mas já era. Pra mim, é como ouvir um frevo no carnaval de Olinda e tentar tirá-lo da mente. Não dá.
Não digo que machuca, mas incomoda. Eu já deveria ter aprendido, mas não foi desta vez, ainda. Fiz promessa, falei palavras de ordem, sei que será mais fácil da próxima vez. Na verdade, na tal luta constante para se atingir o bem-estar profissional e pessoal, eu ainda estou engatinhando. É por isso que o estoque de sorvete e filmes não podem faltar...
Escrito por Fábio Balassiano às 16h58
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De muitos
Fui assaltado. Pela primeira vez. Dizem que não posso reclamar. Não fui agredido, os canivetes não me cortaram e os policiais chegaram 30 segundos atrasados, evitando sabe se lá o quê. Perdi apenas o básico, celular e dinheiro - pouco se comparado ao rolex do Luciano Huck. De fato, o prejuízo foi barato.
Mas, sim, posso reclamar. Posso reclamar da merda de cidade que vivo, da situação patética que vive o Rio de Janeiro (e não digo isso por causa do assalto, apenas), pela penumbra existente no centro do RJ depois das 19hs, pela babaquice existente na briga podre entre governo estadual, municipal, federal e polícia. O Rio, como já disse, acabou. Aqui, eu só posso pensar que este foi o primeiro de muitos. Não tem escapatória.
E pensar que ontem disse que não sairia tão cedo da cidade. Tomei um tapa na cara bem rápido. Bem feito!
Escrito por Fábio Balassiano às 23h55
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Frase
"Corinthians, se você jogar no céu, eu morro só para não deixar de te acompanhar". Em um cartaz, esta frase foi levada ao Pacaembu na quarta-feira, onde o time jogava.
Sou tricolor, amo meu time e não nutro maiores admirações por clubes paulistas. Mas essa é a frase mais linda que eu já vi de um torcedor de futebol. Disparada. Eu só posso aplaudir.
Escrito por Fábio Balassiano às 13h18
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