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Prazeres
Eu não sei o que me dá mais prazer atualmente. Isso, claro, sem falar no que você está pensando. Tem os meus times, no basquete e no futebol, tem o meu novo-e-temporário trampo e, meu deus, tem um tal de pão de azeitona preta que é sensacional. Um dia eu ainda vou chegar ao ponto de tomar café da manhã com pão de azeitona, queijo brie e presunto de parma. Bebendo água, mas vou.
Enquanto isso não chega, eu me contento em ver os meus times me dando alegria depois de tanto sofrimento. O gosto do pão de azeitona eu já tenho na boca...
Escrito por Fábio Balassiano às 15h06
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Nense
Eu não sei se existe algum local onde os sentimentos andam tão próximos como o Maracanã. Não vou listar aqui os 47 que senti na noite de ontem, porque eu só voltei com um para casa. Também não dá para descrever a energia que há em um estádio quando mais de 60 mil vozes cantam o hino do seu clube por um objetivo comum - no caso de ontem, derrotar os malas dos bambis por dois gols.
Deve ser meio estranho para um europeu que viu aquilo ontem. No velho mundo, e eu vi isso de perto, os caras comemoram gol aplaudindo e em menos de três segundos já estão sentados para bebericar suas cervejas. Não vou entrar no mérito de quem acha que lugar de degustar cerveja é bar, mas eu também acho que quem vai para um estádio tem que ir para gritar, xingar e gritar, e não só para aplaudir e beber.
Ontem valeu a pena. Valeu demais.
Escrito por Fábio Balassiano às 17h02
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Casa
Adoro ficar em casa. Acho que nos últimos domingos, tirando uma ida ao Maracanã ou corrida na praia, eu preferi ficar aqui, vendo um filme, comendo um chocolate, enganando a fome com a pipoca, lendo alguma porcaria na varanda, cantando a vizinha gostosa com os olhos. O duro, mas o duro mesmo (e eu não sei porque diabos isso acontece), são os dias de semana.
É um tal de pedreiro quebrando o prédio ao lado. É um tal de telefone tocar. É minha mãe ligando desperadamente para meio mundo. São os berros das pessoas daqui. É o reboque do carro. É o porteiro maluco que liga pro 201 avisando que tem um cara subindo, sem se dar conta que o cidadão iria para o prédio ao lado. Enfim, é uma beleza.
Viver aqui não é ruim. Se dissesse isso estaria mentindo e sendo escroto. Isso aqui está perto de ser o paraíso. Tenho a praia a 200m da minha casa. A Lagoa, a outros 200. Mas o que ando pensando é simples: acho que estou ficando tempo demais no, dito, 'paraíso'. Um pouco de ida ao inferno, ou caminhadas longe do paraíso devem fazer bem pacas...
Escrito por Fábio Balassiano às 12h21
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Do que queria ouvir e ouvir
Tem algumas frases que não aguento mais ouvir. "Futebol é resultado" é uma dentre tantas. A maior delas, no entanto, é: "Fábio, você é bom. Logo, logo vai surgir algo". Foda-se, eu queria que você me contasse justamente o contrário. Que você me acha um merda, um cara que não sabe nada e por isso estou assim.
Ninguém "bom" acorda tarde, pensa em coisas mirabolantes para solucionar situações vazias, regride a passos largos diariamente por conta de não ter nada pra fazer. É chato, muito chato, mas a verdade é que por mais que digam que eu tenho capacidade, e eu ainda acredito que as tenha realmente, o fato é que a vida esfrega a realidade, nua e crua, na minha cara dizendo "Hahaha, como esses seus amigos e você são idiotas. Não tá vendo que você tá fodido...". Pois é, rapá, eu acho que você tá certa...
Escrito por Fábio Balassiano às 23h48
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É
Engraçado é que já tinha sonhado com isso. Acho que qualquer cidadão já sonhou em ver seu carro pegando fogo. Pois aconteceu isso comigo ontem, quando voltava para casa às 4 da manhã. Agradável, né? O termômetro do meu carro só não marcava um grau mais quente porque o ponteiro não subia, uma fumaça estranha começou a sair do motor e de repente ouvi uma leve explosão. Não me perguntem do quê, porque a esse momento eu já não entendia mais nada...
Pensa que é pouco? Quando você começa a pegar no sono, lá pelas 7 da manhã, os pedreiros da obra ao lado chegam para a sua sessão de marretadas diária. E como isso minha noite se resume a toc toc toc e um cheiro insuportável de fumaça... Legal o feriado, não?
Escrito por Fábio Balassiano às 16h02
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