 |
|
|
Contrastes
É difícil abrir o jornal e ler que um bairro da ZS carioca amanheceu com barricadas, tudo quebrado, uma beleza. Não pela notícia, mas porque ela não espanta mais. Isso é que choca. Pensei comigo: "não quero criar meus filhos aqui. eles não mereceriam isso". E nem eu, porque eu imagino a cabeça de um pai. Mas...
mas aí você sai de casa, mancando para ir até a esquina, e vê o céu azul, sem nuvens, com as folhas caindo pela rua, um som bonito da esquina da aníbal e, de longe, projeta o calçadão. aí pára, reflete e pensa: "será que consigo viver sem isso?". sei lá. isso aqui é bonito e ruim demais. lindo e perigoso demais. sublime e matador demais.
me vê uma água de côco que depois eu penso nisso...
Escrito por Fábio Balassiano às 21h02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Coisas simples
Ontem tentei me lembrar como era andar sem sentir dor. Como era poder correr para pegar o busão por estar atrasado e acreditar, fortemente, que um sinal atenua o mole que você deu ao comer um pão a mais e perder o horário. Como era acordar, botar uma bermuda e ir correr na praia sem o menor pudor. Andar, tão natural, se tornou uma provação para mim neste momento. É clichê, mas eu não queria essa dor com ninguém.
E aí essa merda afeta o seu homor, mexe com a cabeça que já não é lá essas coisas, começa a causar uma série de merdas que você jamais pensou. vê o tempo e o mundo passarem, crescerem, serem reconhecidos. e vc estagnado. o dia, aquele que nasce, não fecha corretamente pra mim
Escrito por Fábio Balassiano às 23h38
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O tal do sofrimento
Tem uma música do Los Hermanos, 'Conversa de botas batidas', que fala de um casal de idosos que decidiu morrer juntos quando viram o prédio em que moravam desabar. Sem conseguir tirar a sua amada dos escombros, o senhor decidiu morrer ao seu lado a se salvar sozinho. Morreu por amor, evidentemente, e isso é sensacional.
Na quarta, um cidadão morreu de infarto após ver o seu time perder nos pênaltis a decisão mais injusta que meu coração poderia ver. É um amor diferente, mas um amor sem dúvida. É difícil morrer por futebol, viver por futebol, sofrer por futebol. Mas o sentimento das 80 mil pessoas que estiveram lá é a vida, ou uma parte dela, tinha morrido ao final daquela brincadeira.
Eu não sei quem foi que inventou essa merda chamada futebol, mas desde quinta-feira eu decidi que não posso morrer por esse amor. Um amor maior que eu, mas um amor que não pode ser só meu. E só meu com sofrimento. Chega
Escrito por Fábio Balassiano às 21h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |