fim de linha
eu não sei porque quase sempre é assim, mas é. Os finais são tristes, quase sempre tristes, e um dia eu entenderei a razão disso. quase sempre as lindas histórias de amor terminam mal, quase sempre a biografia espetacular de um gênio é manchada no último segundo, quase sempre um grande império desmorona sem dó. não entendo de vôlei, mas queria que a seleção masculina ganhasse muito ontem. não sei bem o porquê, mas a derrota traz uma sensação ruim, coisa que, sem dúvida, não foi o que aconteceu. não seria mais fácil esses caras ganharem de novo e dormir em berço esplêndido com outro ouro? não seria mais legal?
mas não é assim. uma camada de sofrimento sempre nos espera, nos aguarda. foi o que vi ontem. o melhor time de vôlei de todos os tempos perdeu em seu último ato junto, em sua última dança. é triste.
Escrito por Fábio Balassiano às 16h00
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muleta
hoje bateu vontade de sair de casa. ver o sol, mesmo sem sol. tomar um café no armazém, mesmo sem gostar de café. botar um all-star e se fingir de cult na livraria da travessa, mesmo não usando all-star e sendo cult. já são quase 30 dias, e a cabeça, por melhor que esteja, não aguenta mais as mesmas paredes, as mesmas frases versadas, os mesmos toques de telefone. ficar em casa é ótimo. só ficar em casa não dá.
qdo isso acabar, vou correr todos os dias, vou parar em casa só pra trocar de roupa. vou mentir pra mim mesmo dizendo que acredito que será assim. pq, querendo ou nao, seis meses na vida de 25 anos não é nada
mas pra mim parece mto! mto é mto mesmo
Escrito por Fábio Balassiano às 21h33
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