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difícil
é difícil abandonar o rio de janeiro quando você acorda na sexta-feira, toma o busão e senta ao lado de uma morena maravilhosa. maravilhosa, morena e com decote. aí na curva que liga ipanema a copacabana, você avista o mar, o sol refletindo nele, e a morena decotada e maravilhosa ao seu lado. é, disparada, a imagem mais bonita do rio de janeiro pelas manhãs. fica complicado resistir.
Escrito por Fábio Balassiano às 17h57
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O grande molusco
"A crise financeira internacional foi causada e fomentada por gente branca, loira, de olhos azuis". A frase é do presidente Lula, e foi dita ao lado do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown. Como se sabe, no país de Brown só há negros de olhos castanhos... Quanta finesse, hein...
Escrito por Fábio Balassiano às 14h55
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a arte do reencontro
o show do los hermanos ontem, na sapucaí, não foi bom. amarante e camello pareciam meio "distantes", a acústica estava um lixo, até o público estava meio sem entender o que ali acontecia. reencontros são assim mesmo, né? não sei se o los hermanos seria bom em uma volta, sinceramente. voltas são sempre traumáticas, e guardam aquilo que havia de pior na relação. mas o reencontro nem sempre surte efeito também. o show foi bom por ver aquela galera no palco novamente, mas foi bem abaixo do que eles podem, e já renderam. de todo modo, morena continua morena, iaiá continua iaiá e tamos conversados
Escrito por Fábio Balassiano às 15h48
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apaga
Identifiquei-me com a menina. Subi no busão e vi um rosto pálido. bonito, mas pálido. pálido de tristeza. parei ao seu lado, e ela me viu. com certeza me viu. também tenho quase certeza que vi lágrimas saindo dos olhos, mas não estou tão seguro assim. a vi com o celular na mão, apagando o nome dele. a vi com o celular na mão, apagando as mensagens dele. a vi com o celular na mão, apagando as fotos dele. a vi, aí sim, chorando, quando ele ligou. ela chorou e não atendeu. o ônibus parou. eu queria lhe dizer que ela, tão linda, não precisava chorar por aquele boçal. nem por amor. Mas não consegui. o medo ainda é mais forte que o amor.
Escrito por Fábio Balassiano às 15h20
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Não dá
Leio no jornal de hoje que o BNDES vai comprar parte de uma empresa do Eike Batista. Agora me explica: como um banco que se diz de Desenvolvimento Econômico e Social compra parte da empresa do maior bilionário do país? Tem alguma coisa errada aí, não tem? Por essa nem o Eike esperava... Que ajudinha estranha, vai me desculpar...
Escrito por Fábio Balassiano às 13h40
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Extravasa
Tem vezes, como diria a grande pensadora da música brasileira Claudia Leitte, que a gente precisa extravasar. Ontem saí, para a night, depois de muito tempo. qualquer coisa menor que sensacional descreve mal a noite com o amigo filipe. fizemos merda desde o começo. entramos como não poderíamos ter entrado, bebemos como não deveríamos ter bebido, mexemos com quem não deveríamos ter mexido, zoamos como se fôssemos o máximo. enfim, só fizemos, e falamos, loucuras. todas as loucuras, claro, impublicáveis. e não é que foi ótimo? de vez em quando é bom. o problema é a dor de cabeça do dia seguinte. mas aí não tem jeito, né...
Escrito por Fábio Balassiano às 20h14
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Cafona
Li agora no jornal que o casal Fernanda Paes Leme e Thiago comemorou nove meses de namoro em uma churrascaria. A foto da dupla foi feita por David Brazil, aquele gago que botava (bota?) mulher na fita dos jogadores de futebol (Romário, Edmundo e afins). Agora, vem cá: isso lá é lugar para passar data de namoro? Imagine o cara querendo dizer que ama aquela gata, quando passa um garçom: "vai uma chuleta aí, patrão?". Essa galera "global" é cafona demais, vai me desculpar.
Escrito por Fábio Balassiano às 09h41
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Voltando
Não venho aqui há tempos, e acho que ninguém sente falta. Mas, enfim, cá estou de volta. Tenho notado uma coisa engraçada no trabalho. Paulistas (pelo menos com os que convivo) inventaram uma língua nova. Sem plural e com uma maneira muito peculiar de falar. Yes, o sim em inglês, para eles se diz "Yesiiiiiiiii". Plural, principalmente na terceira pessoa, esqueça. É um tal de "Eles comeram quatro sopa, três risoto e beberam duas birita" que chega a ser estranho, mano. A língua portuguesa, tão devastada, não precisava dessa "contribuição" paulista, este "país" tão esquisito. Não deve ser uma maneira legal de eu voltar a escrever, mas foi isso que pensei. Eu não leria isso, se fosse leitor. Mas o maneiro é que só digo isso no final, né...
Escrito por Fábio Balassiano às 10h17
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